sábado, 21 de abril de 2012

Rir é o melhor remédio


Karoline Fogaça


Dizem que rir faz bem para a alma, sendo assim, há pouco tempo perdemos alguém que fazia bem para nossa alma, que fez muitos rirem, por muitos anos. Chico Anysio faleceu dia 23 de março de 2012, era cearense e em seus 80 anos tinha mais de 200 personagens, sempre com um bordão contagiante, que caia na boca do povo. Chico morreu, mas deixou muitos jovens humoristas tentando fazer o que ele fazia, simplesmente fazer rir.


Antes era mais fácil fazer rir, um homem vestido de bebê ou vestido de mulher era o que bastava para fazer a alegria, mas hoje isso não funciona mais com a grande maioria das pessoas, então se diz que o jeito de fazer humor mudou.


Há quem diga que existe o “humor antigo” e o “humor novo”. Chico Anysio fazia parte da velha geração do humor, e os jovens das piadinhas rápidas, do improviso e do stand-up comedy são o novo humor. Mas humor é tudo o que fazer alguém rir, independente da sua idade e da idade de quem o produz.


O cinema sempre está produzindo filmes de comédia e as emissoras também sempre investem em novas formas de fazer comédia. Seja aquele programa que já está no ar há muito tempo, ou seja aquele que chegou agora, todos tem sua importância na hora de fazer as pessoas rirem.


Senso de humor é uma característica individual, como tantas outras que cada pessoa tem. Cada um tem algo que o faz rir, e hoje existem programas que atendem a todos os tipos de necessidades de quem assiste e quer dar algumas gargalhadas.


Se um programa humorístico está no ar, é porque ele possui um público para fazer rir, pessoas que se identificam com aquele estilo de humor. Zorra Total, Casseta e Planeta, Pânico na Band, CQC, Comédia MTV e mais uma infinidade de programas com seus personagens tem sua importância na hora de fazer as pessoas sorrirem.


Todo humor tem seus pontos positivos e negativos, há pessoas para criticar todos eles, mas rir é o melhor remédio. Quem faz rir, é um doutor da alegria, que tenta trazer felicidade num momento de tristeza.


Abrir um sorriso já faz parte do trabalho de muitas pessoas há muito tempo. Ainda em 2012 existem pessoas que riem com o programa Chaves, feito na década de 1980. Se lhe agrada, lhe faz rir, não precisa de nada mais para ser considerado humor.


Chico Anysio
12/04/1931 - 23/03/2012

O graffiti não é tão contemporâneo assim


Geyssica Reis

A história do graffiti começa na Pré-história. Os desenhos feitos nas paredes das cavernas são as primeiras manifestações artísticas. A palavra graffitti tem origem italiana e significa desenhos riscados a ponta ou a carvão, em rochas, paredes etc. Na Pré-história, os desenhos pintados eram animais selvagens, caçadores, símbolos, a chamada arte rupestre. Para os arqueólogos, esses desenhos ainda são um enigma, mas sabe-se que era uma forma de expressão e para os homens daquela época existiam significados.

Os antigos romanos também tinham o costume de escrever manifestações de protesto com carvão nas paredes de suas construções. Eram palavras proféticas, ordens comuns e outras formas de divulgação de leis e acontecimentos públicos. Alguns destes graffitis ainda podem ser vistos nas catacumbas de Roma e em outros sítios arqueológicos espalhados pela Itália.

No século XX, no México, o Muralismo ressurgiu aliando-se com o movimento Revolucionário. Os artistas da época viram nestes movimentos uma forma de produzir uma arte muito mais popular e nacional, que realmente se identificava com seu povo. Grandes nomes foram Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros, eles decoravam muros e edifícios das cidades, inspirando muitos grafiteiros atuais. Ainda no século XX, mais precisamente no final da década de 1960, jovens do Bronx, bairro de Nova Iorque (EUA), restabeleceram esta forma de arte usando tintas spray. Para muitos, o graffiti surgiu de forma paralela ao hip hop - cultura de periferia, originária dos guetos americanos, que une o RAP (música muito mais falada do que cantada), o break (dança robotizada) e o graffiti (arte plástica do movimento cultural). Nesse período, academias e escolas de arte começaram a entrar em crise e jovens artistas passaram a se interessar por novas linguagens. Com isso, teve início um movimento que dava crédito às manifestações artísticas fora dos espaços fechados e acadêmicos. A rua passou a ser o cenário perfeito para as pessoas manifestarem sua arte. Existem até mesmo dois filmes que retratam um pouco o início desse movimento. Foram “Wild Style”, de 1982, dirigido por Charlie Ahearn e “Beat Street”, de 1984, do diretor Stan Lathan.

Os artistas do grafffiti, também chamados de "writers" (escritores), costumavam escrever seus próprios nomes em seus trabalhos ou chamar a atenção para problemas do governo ou questões sociais.

Na Europa, no início dos anos 1980, jovens de Amsterdã, Berlim, Paris e Londres passaram a criar seus próprios ateliês em edifícios e fábricas abandonadas. O objetivo era conseguirem um espaço para criarem livremente. Nesses locais, surgiram novas bandas de música, grupos de artistas plásticos, mímicos, atores, artesãos e grafiteiros.

Muitos grafiteiros europeus e norte-americanos que viveram e trabalharam nesses espaços alternativos conseguiram levar mostrar suas obras além das fronteiras de seus países. Alguns exemplos desse movimento são: Jean-Michel Basquiat, Keith Haring e Kenny Scharf .


Graffitis nas ruas de Nova York


O Graffiti ganhou força também no Brasil

No Brasil dos anos 1950, vários murais arrematavam as fachadas dos edifícios narrando temas da história e da arte brasileira , como o realizado por Di Cavalcanti , com cerca de 15 metros de comprimento , na fachada do Teatro de Cultura Artística , na região central de São Paulo. Essedado sobre muralismo , junto com a pop art , já apontavam para origem do graffiti contemporâneo enquanto expressão artística e humana. Essa manifestação, que começa a surgir no Brasil já nos anos 1950, com a introdução do spray, segue pelos 1960, passa pelos 1970 e se consagra como linguagem artística nos anos 1980, conquistando seu espaço na mídia, chegando à exposições.

Nos anos 1990, o presidente da república Fernando Collor de Melo sancionou uma lei ambiental,de número 9.605, que entrou em vigor no início de 1998. Além de conceituar o graffiti e a pichação sem estabelecer distinção alguma, os declarava crime contra o meio ambiente passível de penalidades.

Depois dessa lei, os grafiteiros começaram a utilizar muito mais técnica nas suas artes, a perfeição, se tornou meta destes artistas, para mostrar ao povo que não era simplesmente um ato de vandalismo os trabalhos realizados por eles.

No século XXI, a população e principalmente aqueles que estavam envolvidos com arte começaram a enxergar de um modo diferente esta nova tendência chamada de “arte urbana”. Percebe-se isso até mesmo nos meios de comunicação que começaram a prestar muito mais atenção no graffiti. Dentre inúmeros eventos e exposições que aconteceram podemos destacar a 1ª Bienal de Graffiti em Belo Horizonte que aconteceu em 2008. O objetivo do encontro foi mostrar o graffiti como a obra de arte, sem preconceitos e a importância de se discutir os novos rumos da arte contemporânea. Além disso, essa iniciativa foi um facilitador de entendimento para as pessoas que só tiveram contatos superficiais com essa arte.

Em 2010, São Paulo recebeu a 1ª Bienal Internacional do Graffiti. Aconteceu no MuBE (Museu Brasileiro de Escultura) e reuniu mais de 60 grafiteiros de 12 países dentre eles, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Austrália, República Tcheca, Japão, Argentina, Portugal, Chile e claro, Brasil. Além da exposição, a 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art contou também com um ciclo de debates no MuBE sobre as relações entre graffiti e artes plásticas, graffiti e urbanismo e também sobre a ligação da arte urbana do Brasil com a feita no exterior.




Graffiti nas ruas de Belo Horizonte




O que é o sertanejo universitário?



Karoline Fogaça


A música sertaneja surgiu mais ou menos na década de 1920,tendo a viola como som predominante. As músicas produzidas nessa época sãochamadas de “sertanejo raiz” ou “música caipira”, e falavam principalmentesobre o estilo de vida do homem do interior. Algumas décadas depois surgiu osertanejo romântico, em que além dos temas da vida rural também versava sobre oamor, como o próprio nome já sugere. Atualmente, vemos um novo estilo setornando cada vez mais popular, o sertanejo universitário.


Da mesma maneira que o samba enredo, o samba de roda e opagode são vertentes do mesmo estilo, o sertanejo universitário não é diferentedo de raiz, mas sim uma variação estilística do sertanejo considerado clássico.Agora a música é mais rápida, animada, com letras fáceis de decorar e com outrosinstrumentos, como a sanfona eletrônica.


Quando se fala sobre esse estilo do século 21, estátotalmente enganado quem diz que sertanejo universitário não é cultura, poiscultura não é somente aquilo que é considerado erudito, mas sim, tudo aquilopertence a um certo povo.


Sertanejo de Raiz:

A Saudade Vai - Tonico e Tinoco (1964)

Galopera - Chitãozinho e Xororó (1970)

Boiadeiro - Sérgio Reis (1996)

Blusa Vermelha - Trio Parada Dura (1998)

Vestido de Seda - Teodoro e Sampaio (1998)

Sertanejo Romântico:

Cadê Você - Leandro e Leonardo (1991)

É o Amor - Zezé di Camargo e Luciano (1993)

João Paulo e Daniel Volume 8 - João Paulo e Daniel (1998)

Dois Corações - Gian e Giovani (1999)

É dez, é cem, é mil - Rick e Renner (2001)

Meu Presente é Você - Bruno e Marrona (2005)

Sertanejo Universitário:

Acústico no Bar - João Bosco e Vinícius (2003)

Bala de Prata - Fernando e Sorocaba (2008)

Ao vivo em Goiânia - Maria Cecília e Rodolfo (2009)


Michel na Balada - Michel Teló (2011)

Sem me controlar - Marcos e Belutti (2012)


Moda Retrô na atualidade


Saído dos pés masculinos para virar paixão entre as mulheres


Karoline Fogaça


O sapato Oxford é clássico, charmoso e indispensável pra quem gosta da moda retrô. Nasceu no século 17 e agora em pleno século 21 ainda sobrevive. Esse modelo surgiu por volta de 1640, era muito popular entre os estudantes da Universidade de Oxford, na Inglaterra, daí a origem do nome. É totalmente fechado e possui sempre os mesmos princípios, um cadarço para amarrar e recortes na parte frontais e traseiras que se sobrepõem às laterais.

Por ter se tornado parte do uniforme dos alunos, isso acabou limitando na época as variações estilísticas do modelo. Durante muito tempo, esse sapato fez parte de um representação de seriedade e conservadorismo, além de ser considerado essencialmente masculino. Ele apresentava tais características porque, no século 17, quem estudava em universidades eram os homens que pertenciam a famílias ricas.

A moda não é um lugar de preconceitos, ela transformou esse ícone em um sapato unissex. Hoje vemos muito mais mulheres do que homens usando, pois ele ganhou versões femininas com uma grande variação estilística, com ou sem salto, de várias cores e estampas.

O Oxford faz parte de um estilo que vem sendo chamado de retrô. Retrô vem de retrospectiva, mas na moda essa palavra tem dois significados, pode ser algo que já foi tendência em outras épocas e agora está sendo resgatado ou simplesmente o que é considerado clássico,

que não sai de moda há muito tempo. Podemos chamar esse estilo por dois nomes “Fashion Retrô” ou “New Old” (novo velho) e é um conceito que os estilistas usam para fazer o novo com base em peças do passado, mas que marcam a época em que apareceram pela primeira vez.

O retrô abrange tudo na moda, roupas, maquiagens, penteados, acessórios e sapatos. É considerado um estilo que pode remeter a vários momentos históricos, sendo eles de qualquer época.

Entrevista da Semana


Um professor universitário que descobriu a fotografia na faculdade. Clério Back procura trazer relações das artes visuais moderna e contemporânea a seus trabalhos fotográficos pessoais. Pós graduado em artes visuais, atualmente tem desenvolvido alguns trabalhos documentais através da fotografia de rua. Já fotografou em áreas de publicidade, gastronomia. Também faz algumas experimentações com equipamentos diferentes. Em sua fotografia busca a inspiração do cotidiano e dos momentos únicos, trazendo sempre reflexões sobre a sociedade atual. Em 2009 foi premiado no 7º concurso cultural nacional de fotografia Leica-Fotografe, o maior em número de participantes da América do Sul. Participou de diversas mostras e exposições coletivas nos anos de 2009 e 2010 no Paraná e em São Paulo. Seu trabalho se inspira nas obras de grandes nomes como Henry Cartier-Bresson, André Kertesez, Man Ray, Steve Mc Curry e João Castilho. Confira a seguir alguns trabalhos de Clério.


 


Alexandre Pessoa

Dica Cultural




Sete Dias com Marilyn


Titulo Original: My Week with Marilyn
Gênero: Drama
Duração: 99 min.
Origem: Reino Unido
Estreia: 27 de Abril de 2012
Direção: Simon Curtis
Roteiro: Adrian Hodges e Colin Clark
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 10 anos
Ano: 2011


SINOPSE
A musa Marilyn Monroe (Michelle Williams) está em Londres pela primeira vez para filmar “O príncipe encantado”. Colin Clark (Eddie Redmayne), o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier (Kenneth Branagh), sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.


CURIOSIDADES
Vencedor do Globo de Ouro 2012 de Melhor Atriz (Musical ou Comédia) para Michelle Williams.Este é o primeiro longa de Emma Watson após Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2. Sete Dias com Marilyn teve um orçamento de US$ 10 milhões.


ELENCO
Michelle Williams Eddie Reymayne Julia Ormond Kenneth Branagh Pipp Torrens Emma Watson Geraldine Somerville Michael Kitchen Miranda Riason Karl Moffatt Simon Russell Beale Toby Jones Robert Portal Philip Jackson Jim Carter



Tabuleiro – Van Curtt


Número de Páginas: 536 páginas
Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira
Tradutor: Livro Nacional


Sinopse: A obra conta a história de um cidadão albino, adotivo e disposto ao suicídio acusado de ter assassinado uma mulher que o chacoteou, ainda mais após o encontro de uma luva idêntica a que calçava quando discutia com a vítima e fora clicado por um jornalista. A mídia não dizia tudo e se dividia em dois grupos pelo período eleitoral – os que acusavam o governo de descaso, e outros que apoiavam a reeleição de Hermes. O jornalista da CN se une a estatística de nove assassinados no Tabuleiro, e trás consigo a evidência de uma rede de conspiração política, que pode mudar o rumo da corrida à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.
Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios


Titulo Original: Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios
Gênero: Drama
Duração: 100 min.
Origem: Brasil
Estreia: 20 de Abril de 2012
Direção: Beto Brant e Renato Ciasca
Roteiro: Marçal Aquino, Beto Brant e Renato Ciasca
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: 16 anos
Ano: 2011


SINOPSE
Um triângulo amoroso envolve Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo de passagem pelo interior da Amazônia, a bela e instável Lavínia (Camila Pitanga) e seu marido, o pastor Ernani (ZéCarlos Machado), que acredita ser possível consertar as contradições do mundo. Lavínia, o corpo; Cauby, o olhar; Ernani, a palavra – os três vértices de uma paixão incandescente, em meio à natureza ameaçada pela devastação.


CURIOSIDADES
Adaptação do romance homônimo de Marçal Aquino. Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios teve um orçamento de R$ 4 milhões.


ELENCO
Camila Pitanga Gustavo Machado Zecarlos Machado Gero Camilo Antônio Pitanga Adriano Barroso Magnólio de Oliveira Lívea Amazonas Simone Sou




 A Vida Em Um Dia


Titulo Original: Life In A Day
Gênero: Documentário
Duração: 95 min.
Origem: Estados Unidos e Reino Unido
Estreia: 20 de Abril de 2012
Direção: Kevin Macdonald
Roteiro: - Documentário -
Distribuidora: Vinny Filmes
Censura: Livre
Ano: 2011


 SINOPSE
A Vida Em Um Dia é um experimento histórico filmado e postado em um único dia por milhares de usuários do Youtube do mundo todo, registrando momentos de suas vidas diante das câmeras.


CURIOSIDADES
Do mesmo diretor do documentário One Day in September, vencedor do Oscar.
Do mesmo diretor de O Último Rei da Escócia.


ELENCO
Cindy Baer Moica Caryn Waechter Hiroaki Aikawa Bob Liginski Jr. Drake Shannon Ashley Meeks David Jacques Cec Marquez Arsen Grigoryan Christopher Brian Heerdt






Alexandre Pessoa